Páginas

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Dia Que Durou 21 Anos - Golpe Militar passado a limpo.

Boa noite meninos e meninas.

Este documentário, sem dúvidas, é o melhor material acerca da verdadeira face do golpe de 64 que temos disponíveis.

Divirtam-se




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Veterano da Segunda Guerra Mundial realiza sonho de ser crismado

Aos 94 anos, militar da reserva que lutou na Segunda Guerra Mundial realiza o sonho de receber o sacramento que, segundo o catolicismo, confirma o batismo e o compromisso com Jesus Cristo


Dindo, como é carinhosamente chamado
pelos familiares, escolheu o amigo
e vizinho Jorge para ser o seu
padrinho: espera de uma vida
Os fiéis que compareceram ontem à missa da manhã na Paróquia Nossa Senhora da Esperança, na 307/308 Norte, assistiram a mais que uma celebração religiosa comum. A data marcou a realização de um sonho. Aos 94 anos, seu Ary Lima, o Dindo, como é carinhosamente chamado pelos familiares, realizou o sonho de ser crismado após décadas de espera, na presença de amigos, irmãos e sobrinhos. Eram 10h19 quando o padre anunciou aos presentes a crisma de seu Ary. Menos de 10 minutos depois, ele já recebia dos parentes e amigos abraços carinhosos pela conquista do sacramento católico. “Eu senti uma coisa muito emocionante, porque há muito tempo eu esperava por isso”, tentou descrever o momento, com os olhos transbordando de lágrimas. “Estou com a fé renovada.”

Gaúcho de Pelotas (RS), faz cerca de três anos que o militar da reserva, veterano da Segunda Guerra Mundial, deixou a cidade natal para ficar perto dos familiares na capital e cuidar de um problema de saúde. Seu Ary é portador da doença de Paget, um distúrbio benigno que altera a velocidade do metabolismo ósseo e causando a destruição progressiva dos ossos e posterior reconstrução, porém de forma desorganizada. É por conta da doença que seu Ary sente fortes dores nos joelhos que o forçam a passar a maior parte dos dias na cadeira de rodas. Conta com a ajuda dos parentes e de uma cuidadora para se encontrar com o médico, pelo menos uma vez por semana, e não faltar às sessões de fisioterapia. Apegado à religião, mesmo com dificuldades impostas pela enfermidade e pela rotina em clínicas e hospitais, não abandonou o antigo desejo de completar a crisma.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O desastre do catolicismo liberal

As exigências do cristianismo não toleram a pusilanimidade nem a barganha com o depósito da fé

Quando o então Cardeal Joseph Ratzinger, num debate com o filósofo ateu Paolo Flores D'arcais, em 2000, mencionou a palavra tolerância numa explicação, não pôde deixar de notar o espanto da plateia e, até mesmo, do mediador do encontro. Reação previsível, se se levar em consideração a imagem negativa imputada ao futuro Bento XVI, devido ao seu trabalho na Congregação para Doutrina da Fé. É certo que, nos dias de hoje, em que a falsa tolerância foi elevada à categoria de virtude cardeal, qualquer movimento que sugira uma repreensão motivada por um erro é, apressadamente, tachado de intolerante. Daí a fama de cardealpanzer de Bento XVI que, como "colaborador da Verdade", tinha consciência do seu dever de debelar o erro. A tolerância a qualquer custo é uma doença da mentalidade moderna, na qual conta mais uma pseudo harmonia e comunhão do que a verdade. E nesta seara, infelizmente, também se inserem muitos católicos.

Essa dificuldade nasce, sobretudo, da falta de clareza com que se tratam assuntos de delicada importância, incluindo a religião. Em nome do bem-estar e da paz, prefere-se adotar uma posição moderada, sem "paixões", como declaram alguns, mesmo que isso custe um alto preço. Ora, a tolerância só tem sentido dentro de um contexto de amor à verdade e à justiça, não de pusilanimidade. Não é à toa que as casas de prostituição são popularmente conhecidas como casas de tolerância. Quando se coloca a tolerância como regra suprema do bem, não é estranho que apareçam na história câmaras de gás, gulags e paredões. Ou então, mais condizente com o momento atual, clínicas de aborto e embriões congelados para pesquisa.

Deve-se separar pecado e pecador, ser tolerante com a pessoa, mas nunca com o mal. E, em certos casos, a tolerância exige, sim, uma justa pena, pois a disciplina também é uma forma nobre de amar. Se é verdade que Cristo mandou deixar que cresçam juntos joio e trigo, também não é menos verdade que ele tenha pego num chicote para expulsar os vendilhões do templo. No itinerário do amor cristão também está o zelo pelo bem integral - físico, moral e espiritual - do irmão que, muitas vezes, passa pela correção fraterna. Todavia, denunciou Bento XVI na sua mensagem para Quaresma de 2012, "parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sl 119/118, 68)".

O respeito humano que impera em muitos ambientes católicos é um dos principais motivos da apostasia na Igreja. Uma vez que se abandona o sentido autêntico da fé, perde-se também a noção de bem e mal e, em última instância, a noção de verdade. Esse é o mal da propalada tolerância. Em termos mais duros, dizia o escritor Gustavo Corção sobre o esfriamento dos católicos no Brasil, "na consideração das causas o número um, a triste primazia, deve ser dada ao catolicismo liberal, ao catolicismo complacente, ao catolicismo tolerante, ao catolicismo que traz a Igreja a moleza, a falta de caráter, a esperteza, que são os vícios de nossas virtudes, o modo brasileiro de deteriorar o que seria bondade e magnanimidade se lograsse retificação e purificação". Como remédio, aconselhava Corção, "nós, aqui no Brasil, precisamos aprender a dura e viril arte de não transigir(...) E para isso temos de lutar em duas grandes frentes: na formação moral, e na difusão da Doutrina".

Não é católico quem não professa o credo dos apóstolos. O coração do fiel deve ser universal o suficiente para acolher todo o depósito da fé e, com ele, todas a suas exigências. E isso requer intolerância. Sim, a intolerância para dizer não aos pruridos de novidades que afastam da sã doutrina, para dizer não à ditadura do relativismo. A santa intrasigência dos mártires para responder sim ao que é sim, e não ao que é não. A ousadia para respeitar a liberdade do outro, sem, contudo, fazer descontos em questões não negociáveis. Em suma, ser intolerante o suficiente para remar contra a maré de mentiras e falsas promessas, como pediu o Papa Francisco aos jovens da JMJ-Rio 2013, e buscar em Cristo a única e verdadeira felicidade, “em que se revela a origem e a consumação da história” (Cf. Lumen Fidei, 35).

A idolatria ao dinheiro

terça-feira, 30 de julho de 2013

Papa Francisco fala sobre temas polêmicos e pede que gays sejam integrados à sociedade

ROMA - A Igreja não pode julgar os gays por sua opção sexual e nem marginalizá-los. O alerta é do papa Francisco que, quebrando um verdadeiro tabu, deixa claro que estende sua mão a esse segmento da sociedade. “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu pra julgá-lo”, declarou. “O catecismo da Igreja explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser marginalizados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade”, insistiu. As declarações foram dadas em uma entrevista concedida pelo papa aos jornalistas que o acompanharam no avião entre o Rio e Roma, entre eles a reportagem do Estado. Na conversa, a garantia do argentino de que o Vaticano tem como papa uma “pessoa normal”, um “pecador” e que vive junto com os demais religiosos porque morar no Palácio Apostólico o geraria problemas psicológicos. Trinta minutos depois de o voo decolar do Rio, o papa deixou sua primeira classe e cumpriu uma promessa que havia feito no voo de ida de Roma ao Brasil: responderia perguntas dos jornalistas. Mas poucos imaginaram que a conversa duraria quase uma hora e meia.

A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou

Quem não pôde participar da Jornada Mundial da Juventude e teve de se contentar com as análises da mídia perdeu aspectos fundamentais desse evento que movimentou o país. É bem verdade que as lentes das câmeras conseguiram alcançar pontos importantes e, muitas vezes, belos da Jornada, mas nenhuma delas foi capaz de atingir o coração da JMJ-Rio 2013. Não obstante o clima de festa ocasionado pelo encontro, o que, de fato, marcou a alma dos jovens foi muito mais que a sensação simplista de uma viagem, mas o toque concreto com todos os artigos da fé que compõem o corpo da Igreja que é o próprio Corpo de Cristo.

A começar pela chegada dos peregrinos ao Rio de Janeiro, o Brasil e as demais partes do planeta puderam experimentar a universalidade da Igreja, desde os alegres cantos africanos à acolhida fraternal do povo carioca. Cada bandeira hasteada na praia de Copacabana revelava a dimensão da Noiva de Cristo que a acolhia e a vigiava de braços abertos de cima do Corcovado. Uma cena que deixou a Cidade Maravilhosa ainda mais... maravilhosa. Dos confins do mundo, aonde chegaram os profetas missionários de outrora, vieram as novas gerações de adoradores do Senhor, cuja única missão, concedida pelo Santo Padre, é ir novamente pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura.

O Rio de Janeiro que amargava tristes depredações e padecia sob um clima de guerra civil sem precedentes semanas atrás se convergiu num mar de pessoas que cantava louvores a Deus e pedia a intercessão da Mãe Aparecida. Imagem suficiente para arrancar lágrimas de policiais e sorrisos de bebês que, mesmo sem compreender concretamente o que lá acontecia, sabiam que era algo santo. O ódio dos protestos dos indignados foi afogado pela amor de Cristo. As profanações de meia-dúzia de coitados foram ofuscadas pela sacralidade de 3,5 milhões de batizados. De filhos do Altíssimo. De pessoas que, como pediu o Santo Padre na cerimônia de sua acolhida, botaram fé na verdade, no caminho e na vida que só se encontram em Jesus.

A Jornada Mundial da Juventude apresentou novamente às nações a pujança da Igreja e a sua capacidade de se renovar. Não, a Igreja não está morta. Pelo contrário, vive e se multiplica para além daqueles que profetizaram seu enterro e que, aliás, já estão enterrados. A história se repete e mais uma vez é a Igreja quem sai vitoriosa. Se em Madrid foram dias em que Deus parecia existir, como confessou o jornalista agnóstico Vargas Llosa, no Rio foram dias em que Ele confirmou sua existência. Diferente do que se viu dias atrás, dessa vez os jovens não saíram às ruas para depredar, mas para construir. E construir em cima da Rocha. E por isso gritavam: Esta é a juventude do Papa! Melhor, dos Papas. De Bento e de Francisco, pois a única ruptura proposta por eles é a ruptura com o pecado, não com a fé de dois mil anos como sugerem alguns teólogos mal intencionados por aí.

Os cantos que tomaram as ruas do Rio de Janeiro ainda encontrarão eco em muitos corações. Naquela praia, onde se celebrou a Missa de envio dos peregrinos, novamente exortou Jesus pela boca do Santo Padre: "Ide pelo mundo e fazei discípulos de todas as nações". E neste momento, em que muitos jovens ainda se encontram em ônibus ou aviões voltando para suas casas, também a cruz de Cristo vai com eles para indicar o caminho da Luz da Fé, a única capaz de conduzir o homem para a salvação eterna, onde as portas do inferno não prevalecerão.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O que é uma ideologia?

A palavra ideologia tal como é entendida hoje teve seu conceito elaborado por Karl Marx que, de maneira genial - para o mal -, enxergou que se desse a uma ideia ruim uma nova roupagem, ela poderia ser aceita como boa.

O Brasil está mergulhado na ideologia socialista. Nesta Resposta Católica, Padre Paulo Ricardo fala sobre essa triste realidade, como o conceito elaborado por Karl Marx foi aplicado com sucesso em nosso país e como é possível combatê-lo.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Novena em preparação à Corpus Christi

Desde o último dia 21, na Catedral Metropolitana de Brasília, acontece a Novena de Corpus Christi.

O Novenário é realizado em preparação à Festa do Corpo de Cristo que será celebrada durante todo o dia 30, na Esplanada do Ministério.

Até sexta-feira, dia 24, as orações terão início às 12h15 da tarde; já no sábado, dia 25, as orações começarão às 15h.

No domingo será feita uma pausa; e na segunda-feira, dia 27, a Novena terá continuidade, seguindo até o dia 30, às 12h15.

Participe!

Sua presença é indispensável!

Informações:
Local: Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida
Endereço: Esplanada dos Ministérios CEP: 70053-901 Telefone: (61)3224-4073
Site: http://www.catedral.org.br
Telefone: (61) 8465 5973 – Sra. Piedade

terça-feira, 21 de maio de 2013

Agência Fides lança o "Missio", novo aplicativo para smartphones

Serviço, que foi inaugurado pelo papa Francisco em 17 de maio, já teve 1140 downloads de 27 países

Novos progressos vêm acontecendo no caminho de renovação tecnológica da Santa Sé. Desta vez, a protagonista é a Fides, agência de informação internacional do Pontifício Conselho para a Missão no Mundo e para a Propagação da Fé. As notícias da Fides estão agora disponíveis num aplicativo (app) para smartphones chamado "Missio", lançado em oito idiomas e criado pelo pe. Andrew Small, OMI, diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias nos Estados Unidos.

Foi o papa Francisco quem lançou o serviço, clicando no botão "Evangelizatur" (em latim, "Sejam evangelizados"), usando um Ipad no dia 17 de maio, durante uma audiência com os diretores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias e com o pessoal da Fides. O pe. Small disse ao papa na ocasião: "Santo Padre, queremos colocar o Evangelho no bolso de todos os jovens do mundo. Nosso objetivo é ajudar as pessoas a ver o mundo através dos olhos da fé".

O "Missio" contém notícias publicadas no site news.va, fotos, filmes, homilias do papa e notícias da Igreja no mundo, através do serviço de Fides. Desde o primeiro dia, o aplicativo foi baixado por 1.140 pessoas em 27 países. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na iTunes App Store e no Google Play. Está disponível em português, inglês, espanhol, italiano, alemão, francês, chinês e árabe.

JMJ 2013: Peregrina dos EUA diz que "mal pode esperar para vir ao Brasil"

Faltam 64 dias para a Jornada Mundial da Juventude – Rio 2013. Será o primeiro contato pessoal do Papa Francisco com os fiéis brasileiros num evento que reunirá católicos de todas as partes do mundo. A juventude tomará as ruas da cidade do Rio de Janeiro para, ao lado do Sumo Pontífice, proclamar que Jesus Cristo é o Senhor do Brasil.

Entre os incontáveis peregrinos estrangeiros que estarão no Rio de Janeiro, Emmy Ruiz, 19 anos, virá de Washington – Estados Unidos pronta para rever o país que já foi a sua casa. A jovem conta que, além da capital carioca, também morou em São Paulo. “Quando eu era mais jovem, morei no Rio e em São Paulo além de ter conhecido a cidade de Curitiba”, lembra.

Perguntada sobre suas expectativas de vir ao Rio para o encontro com o papa, Emmy foi categórica ao afirmar que está bastante empolgada com a oportunidade. “Quero muito saber o que o Papa Francisco tem a nos dizer. Já ouvi coisas incríveis a respeito do evento. Mal posso esperar”, comemora.

A norte-americana, que desde criança freqüenta a Igreja Católica, estuda na Gonzaga University, instituição de ensino fundada no século XIX e dirigida pela Companhia de Jesus, mesma ordem religiosa do papa. “Estou muito animada com o novo Papa. Ele é jesuíta e eu convivo com membros dessa ordem na universidade. A experiência que tenho é que eles realmente demonstram amar a juventude”, destacou.

Emmy, que é natural de Denver, no Colorado, conta que sempre desejou ir a uma JMJ, mas que, à época de Austrália – realizada em 2009, ela não tinha idade suficiente para viajar e ficar tantos dias longe de casa. Já na JMJ da Espanha, foram as atividades escolares que impediram a jovem de encontrar-se com o Papa Bento XVI. Dessa vez, Emmy viajará na companhia de outros jovens católicos.

“Vou viajar com jovens integrantes do movimento Regnum Christi. Minha mãe foi quem fez a minha inscrição para essa viagem. Eu não conheço nenhum deles, mas a expectativa é poder conhecer todos. Vejo que as pessoas estão muito animadas porque já ouviram coisas incríveis a respeito do Brasil”

Ao encerrar a entrevista para ZENIT, Emmy disse que sequer sabia o que dizer aos brasileiros sobre essa experiência em sua vida. Emocionada, a jovem abriu o coração. “Já que eu nunca participei de uma JMJ, eu realmente não sei o que dizer. Mas eu sei que milhões de pessoas se reunirão e eu acho que essa é a melhor coisa. Todos nós vamos juntos por uma única razão: Cristo. O mundo precisa de união”, finalizou.


Brasília também participará da JMJ Rio2013. A cidade é uma das sedes da Semana Missionária que ocorre uma semana antes do encontro no Rio, entre 15 e 21 de julho.

Papa teria feito exorcismo na Praça de São Pedro

Câmeras do Vaticano registram momento em que Papa teria feito a oração de libertação sobre o enfermo

O Papa Francisco teria realizado uma oração de exorcismo, ontem, na Praça de São Pedro, impondo as mãos sobre a cabeça de um enfermo, depois de o sacerdote que acompanhava o rapaz ter-lhe revelado que ele sofria de possessões. A cena ocorreu logo após a Missa de Pentecostes celebrada pelo Santo Padre, com a presença de mais de 200 mil pessoas. Segundo os exorcistas do programa “Vade Retro” da TV2000, emissora da Conferência Episcopal Italiana, "não há dúvidas de que se tratou de um exorcismo".

No vídeo é possível ver o Papa Francisco rezando concentrado e com as mãos postas sobre a cabeça do jovem. De uma face serena, o rapaz imediatamente passa a emitir sons estranhos, acompanhado por uma feição que aparenta ódio. Depois de terminar a oração, o Papa segue cumprimentando os demais, enquanto se pode ver o sacerdote que acompanha o rapaz rezando por ele sob os olhares atônitos dos que estão à volta.

Link do vídeo:
http://www.youtube.com/embed/Fh9jPzK3Vco?rel=0

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como devemos nos preparar para a morte?




Aqueles que se preocupam com a salvação da própria alma, que sabem que essa vida na terra é apenas um caminho, uma passagem e que a verdadeira vida, somente será vivida na eternidade junto de Deus, têm um medo: de que a morte os encontre despreparados. Como estar atento para que isso não ocorra? Como preparar-se para a morte? É o tema abordado pelo Padre Paulo Ricardo nesta Resposta Católica.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Metrô-DF amplia horário para festa de Pentecostes

O Metrô do Distrito Federal funciona em horário especial entre esta quarta-feira (15) e o próximo domingo (19), em decorrência das comemorações de Pentecostes.

A empresa informa que entre os dias 15 e 18 de maio, os trens começam a circular às 6h e finalizam as atividades às 24h. No dia 19 de maio, o funcionamento é das 7h às 21h.

“Todas as 24 estações operacionais do metrô estarão funcionando nos horários especiais. Serão 24 trens nos horários de pico e 14 nos horários normais”, afirma o gerente do Metrô-DF, José Paiva.
A ampliação do horário de funcionamento foi um pedido da Arquidiocese de Brasília para atender a cerca de dois milhões de fieis que devem participar da festa de Pentecostes que ocorre em Taguatinga.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/05/metro-df-amplia-horario-para-festa-de-pentecostes-partir-desta-quarta.html

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Corpus Christi 2013


Eu vou por Cristo com Cristo e em Cristo



Amados irmãos em Cristo, o maior evento paroquial do mundo está chegando, mais uma vez. Estamos falando da Semana de Pentecostes, realizada há quatorze anos pela Comunidade Renascidos em Pentecostes e pela Paróquia São Pedro, sob a presidência do Padre Moacir Anastácio. Faltam, poucos dias para o seu início e, pela graça de Deus, neste ano de 2013, com a expectativa de que mais dois milhões de pessoas participem desta festa em que celebramos solenemente o nascimento da Igreja Católica Apostólica Romana.

A Semana de Pentecostes já está na sua XIV edição e não podemos deixar de falar dos prodígios e milagres de Deus, derramados sobre nós, desde aquele dia em que o Senhor nos disse em sua Palavra: "Não se afastem de Jerusalém, mas esperem aí o cumprimento da Promessa." A partir de então, nunca mais fomos os mesmos e passamos a nos reunir durante uma semana, desde o domingo da Ascensão do Senhor até o domingo de Pentecostes, aguardando a vinda poderosa do Espírito Santo sobre a Sua Igreja.

De acordo com a programação preestabelecida, neste ano, a Semana de Pentecostes terá início no dia 12 de maio e se estenderá até o dia 19 de maio, sendo que, nos cinco primeiros dias, (12 a 16 de maio) as celebrações ocorrerão na própria Paróquia São Pedro e, no período de 17 a 19 de maio, nas instalações do Taguaparque - Pistão Norte de Taguatinga/DF.

Vale lembrar que iniciaremos as nossas atividades, diariamente, a partir das 8h da manhã, com um dia inteiro de oração e devoção a Nossa Senhora, preparando-nos para as celebrações das Missas de Cura e Libertação.

Nos últimos três dias de Celebração, teremos a esperada "bênção das velas", conforme a Promessa do Senhor, que disse: "Na Semana de Pentecostes, manda as pessoas trazerem uma vela, na sexta-feira, e consagra-a ao Pai, uma segunda vela, no sábado, e consagra-a ao Filho e uma terceira vela, no domingo, dia de Pentecostes, e consagra-a ao Espírito Santo. No momento mais difícil de sua vida, a pessoa deverá acender as velas e o milagre irá acontecer." Milhares de pessoas têm testemunhado os milagres alcançados através das Velas de Pentecostes.

Então, convidamos você a, mais uma vez, juntar-se a nós, nesta grande festa. O Espírito Santo nos aguarda para derramar, sobre nós, as bênçãos do Céu. E se você ainda não conhece a Semana de Pentecostes, também se sinta especialmente escolhido, pelo próprio dispensador da graça, o Espírito Santo, a fazer parte dessa missão, para testemunhar a todos os povos e nações que você é um Renascido em Pentecostes, aqui em Brasília, na Capital do Espírito Santo.

VAMOS JUNTOS A PENTECOSTES, POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO!!!

Siga a Cruz da Jornada Mundial de Juventude

Siga a Cruz da Jornada Mundial de Juventude pelo Brasil. Veja onde ela já passou, está e onde ainda vai passar com o aplicativo Siga a Cruz.
Saiba como chegar até a cruz! Você ainda poderá compartilhar com seus amigos!

















Aplicativo para:
Android
iOS (iPhone e iPad)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma ameaça aos direitos das crianças

O acalorado debate a respeito da adoção de crianças por pares homossexuais é, muitas vezes, conduzido para a área da argumentação emocional. Tal atitude é altamente prejudicial ao discernimento da questão, pois corre-se o perigo de não analisar o problema sob uma ótica objetiva, mas ideológica. Neste sentido, nada melhor que introduzir nessa polêmica uma interlocutora de peso e que fala com conhecimento de causa: Dawn Stefanowicz, a canadense que foi criada durante vários anos por pais homossexuais e hoje faz palestras a favor do matrimônio entre um homem e uma mulher.

Dawn Stefanowicz é autora de "Out from under: The Impact of Homosexual Parenting", livro em que conta sua experiência do tempo em que foi criada pelo pai, um homem com hábitos dissolutos. Segundo ela, o pai mantinha relacionamentos sexuais com outros homens mesmo antes da morte da mãe. Ao se tornar viúvo, entregou-se de vez à vida lasciva, trocando rotineiramente de parceiros, expondo a então criança à situações traumáticas. Após ter contraído o vírus da AIDS, faleceu em decorrência da doença no ano de 1991.

Contra as propostas de legitimação da adoção por homossexuais, Dawn Stefanowicz argumenta que o lar homossexual não é adequado para a educação de uma criança, pois nele, ela não aprendeu "a respeitar a moralidade, a autoridade, o matrimônio e o amor paternal". Referenciais que são imprescindíveis para a formação humana de todo indivíduo. Ela ainda acrescenta que "as crianças necessitam de limites e expressões de carinho consistentes e apropriadas em casa e na comunidade, e que não sejam sexualizadas". Prossegue dizendo que "os direitos humanos servem para proteger o indivíduo, não grupos, e neste debate crucial, os direitos das crianças estão se tornando secundários, ignorados e negados".

A quais direitos ela se refere? O que é muitas vezes apresentado como mote da campanha pela adoção por homossexuais é a possível felicidade que esses pares poderiam oferecer a essas crianças. Não se nega aqui essa possibilidade e a capacidade de afeto das pessoas com tendências homossexuais. Todavia, quando se fala em adoção fala-se no direito da criança em primeiro lugar, e esse direito inalienável fundamenta-se na necessidade de um pai e de uma mãe. Quando se negligencia essa questão equipara-se a adoção de crianças à adoção de um mascote qualquer.

Ora, se o direito da criança não se baseia no de ter uma família, mas "criadores", qualquer um que quiser e desejar adotar terá como fazê-lo, seja um homem, uma mulher, um grupo, uma dupla, etc. Isso constitui uma verdadeira violência à criança, pois vale-se da sua fragilidade psicológica para introduzi-la num ambiente que, de per si, não é adequado e saudável ao seu desenvolvimento enquanto pessoa humana. Essa sentença foi recordada também pelo Cardeal Joseph Ratzinger num documento de 2003 da Congregação para Doutrina da Fé, a respeito das propostas de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais.

Todos aqueles que são órfãos de pai ou de mãe são testemunhas da falta que um desses entes faz no círculo familiar. Isso ocorre por um questão natural, já que o ser humano provém de uma relação sexual entre um homem e uma mulher. Negar isso é negar o óbvio. Ademais, os ambientes relativos às pessoas homossexuais geralmente estão impregnados de elementos com forte apelo sexual e com uma moral extremamente permissiva. É de conhecimento público que a chamada cultura gay defende uma postura sexual liberal. Não significa que todas as pessoas criadas por homossexuais serão homossexuais, mas que estarão submetidas inegavelmente a uma cultura que as influenciará, assim como alguém exposto constantemente a situações de violência tenderá a reproduzi-las.

Neste sentido, vale a pena ler o vasto estudo da Associação dos Médicos Católicos Norte Americanos, intitulado "Homossexuality and Hope". No Brasil foi publicado pela Editora Quadrante com o título "Perspectivas sobre o homossexualismo". O trabalho revela, entre outras coisas, que "um estudo realizado com mais de 1000 crianças nascidas em Christchurch (Nova Zelândia), a partir de dados coletados ao longo de 25 anos, levou à conclusão de que aos 21 anos a taxa de depressão entre pessoas com tendência homossexual foi quase o dobro da taxa entre pessoas sem essa tendência (71,4% para 38,2%)". Afastando a tese de que isso se deveria ao preconceito ou a opressão social, os dados ainda indicam que esses números se repetem em países onde há mais tolerância e aceitação do homossexualismo.

O Papa Bento XVI, num discurso de Natal à Cúria Romana, denunciou a falsidade da ideologia de gênero baseada naquela famosa sentença de Simone de Beauvoir: "Não se nasce mulher; fazem-na mulher". Com essa teoria, os propugnadores da ideologia de gênero querem propor o absurdo de que a pessoa humana não é constituída pelo seu corpo e natureza, mas pelas suas vontades e paixões. Sendo assim, nada é mais urgente que desmascarar essa ideologia mentirosa, promovendo uma cultura digna para o pleno desenvolvimento das crianças. Elas não são objetos manipuláveis, são seres humanos com dignidade e as primeiras no Reino dos Céus!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Somos tão jovens

Só pra descontrair um pouco.


Escolhe, pois, a família

A importância da luta pela família diante das ideologias anti-cristãs


A questão sobre o "casamento" gay só é polêmica porque a identidade da família está em crise. Isso deve-se, em parte, à militância agressiva dos movimentos LGBTs que, apoiados na grande imprensa, monopolizam o debate público e o transformam num verdadeiro monólogo. Com efeito, as opiniões conflitantes são varridas dos canais de informação, sob os pejorativos de "preconceituosas" ou "homofóbicas". Assim, cria-se a impressão de que falar em defesa da família seja uma atitude fora dos padrões de normalidade. Trata-se de um golpe demagogo pelo qual os movimentos gays conseguiram a hegemonia da classe falante e a introdução de sua agenda nos mais variados campos da sociedade, desde a cultura à educação.

O que a maioria não consegue perceber, no entanto, é a clara intenção de se reconstruir os padrões de vivência através de um controle do comportamento. Ora, para dominar um povo, é preciso obter a hegemonia dos meios de comunicação, propagar uma ideologia apelativa e direcionada à emancipação de um grupo e conseguir a direção do ensino, principalmente das crianças. Boa parte dessas metas já foram atingidas pela elite interessada no controle do comportamento e que usa a causa LGBT como navio quebra-gelo sob muitos aspectos. Uma rápida leitura dos jornais é o suficiente para se ter ideia da gravidade do assunto, sobretudo quando se fala abertamente em educação sexual e distribuição de preservativos nas escolas.

Alguns podem objetar os fatos acusando quem os denuncia de louco ou teórico da conspiração. Bom, neste caso, a solução mais eficaz é dar voz ao próprio movimento gay. Uma ativista homossexual famosa nos Estados Unidos, a jornalista Masha Gessen, revelou recentemente em um programa de rádio que a meta dos defensores do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo é, sim, modificar a instituição familiar, pois ela seria algo que não deveria existir. Para Masha Gessen, "é óbvio que (os homossexuais) devem ter o direito a contrair matrimônio, mas também é óbvio que a instituição do matrimônio não deveria existir… Lutar pelo matrimônio gay, em geral, implica mentir acerca do que vamos fazer com o matrimônio quando chegarmos lá, porque mentimos quando dizemos que a instituição do matrimônio não vai mudar, e isso é uma mentira. A instituição do matrimônio vai mudar, e deve mudar. E de novo, não creio que deveria existir."

Por conseguinte, não é moralmente aceitável a um católico relativizar o problema, ainda mais depois dessa afirmação escandalosa da jornalista Masha Gessen. Afinal de contas, o que se está em jogo não é um direito ou uma lei qualquer na constituição, mas o fundamento da sociedade e a perpetuação do cristianismo nas próximas gerações. A prova cabal de que essa política pró-homossexualismo é uma ameaça à família, à educação das crianças e à fé cristã se tem na Suécia, onde o Estado, através de medidas semelhantes às que se tem proposto no Brasil, praticamente eliminou a religião da cultura e retirou os filhos do convívio familiar.

O escritor G.K. Chesterton já denunciava os efeitos da usurpação do lugar da família pelo Estado no seu livro "Hereges". Segundo Chesterton:

"A grande sociedade é uma sociedade para promoção da limitação. É um mecanismo que visa proteger o indivíduo solitário e sensível da experiência dolorosa e fortalecedora de assumir compromissos humanos. É, no sentido mais literal das palavras, uma sociedade para prevenção da cultura cristã" (Cf. Hereges, p. 172).
Apesar da gravidade do assunto, tamanho é o lobby do movimento gay que, não raras vezes, muitos católicos sentem-se intimidados a contestá-los, ao passo que outros, até mesmo, passam a apoiá-los. O problema é jogado para escanteio, enquanto milhões e milhões de almas são ceifadas, vítimas dessa ideologia voraz que não poupa nem mesmo as crianças. Sob a égide da propaganda midiática e dos milhões dos cofres públicos que caem em suas contas, pisam na moral, ridicularizam a religião, destroem o ensino e serpenteiam as autoridades de maneira aterradora, em busca de leis que legitimem suas perversões e calem aqueles que se opuserem.

Faz-se necessário, portanto, romper essa espiral do silêncio que envergonha a Igreja e joga lama sobre o sacramento santo do matrimônio. Faz-se necessário derrubar a hegemonia da mentira dos meios de comunicação que tentam domesticar a Igreja e impedi-la de anunciar a Verdade do Evangelho. Recobrar a audácia cristã e o destemor dos mártires é tarefa imprescindível nesta luta pela fé e pela família. A altíssima vocação da Igreja de ser uma instância profética dentro da sociedade não pode ser solapada e depende dos cristãos manter vivo esse apostolado.

Neste sentido, os inimigos da família precisam saber que a Igreja não se calará e não permitirá a destruição do fundamento da humanidade. Na batalha pela dignidade do casamento, cabe à Igreja a missão de lembrar que o caminho da felicidade e da salvação só pode ser encontrado nos mandamentos de Deus, não nos do mundo. E isso vale para os jovens, isso vale para os idosos, isso vale para os casais e isso vale também para os homossexuais. Todo aquele que quiser alcançar a salvação deve seguir a regra do sim, sim, não, não. Deve renunciar à pompa do mal!

Portanto, apesar do violência da ideologia gay, o único temor da Igreja é o de não fazer a vontade de seu Senhor. Ideias, revoluções e movimentos passam, assim como passaram todos os outros que tentaram destruir a fé católica. A Igreja continuará a romper os grilhões da falsidade, anunciando o Evangelho a toda criatura. A Igreja continuará firme na missão de proclamar a Palavra de Deus sem concessões e sem descontos, até os confins do mundo. A Igreja continuará de pé em defesa da família e da dignidade humana, pois somente em um lar devidamente estruturado pode-se encontrar as ferramentas cristãs que conduzem ao céu. Assim, defender a família é defender a vida, mas não qualquer tipo de vida. A luta do cristão é pela vida eterna. Escolhe, pois, a família.

Pe. Fábio de Melo faz show evangelizador neste sábado na Esplanada



A Arquidiocese Militar do Brasil realiza neste sábado, dia 04/05, na Esplanada dos Ministério, Show Evangelizador com o Pe. Fábio de Melo em comemoração ao 204º aniversário da Polícia Militar do DF e de suas capelanias militares.

O evento terá início às 18h, com apresentação de Gerusa e Banda. Durante o encontro, o Pe. Edalci Queiróz, Sacerdote Militar e Capelão da PM, conduzirá os momentos de louvores.

A entrada é gratuita e aberta à comunidade!

Não perca!

Capelanias Militares

Chamada também de capelania castrense, capelania é a organização dos serviços de assistência religiosa aos membros de uma corporação militar.

Informações:
Site: http://www.rccsaomiguelesantoexpedito.wordpress.com
Facebok: www.facebook.com/rcc.pasmase (RCC PASMASE)
MSN: rccsaomiguelesantoexpedito@hotmail.com

terça-feira, 30 de abril de 2013

O mundo de cabeça para baixo: corte holandesa aprova Associação de Pedófilos

Em uma decisão controvertida, um Tribunal de recurso na Holanda aprovou a existência de uma associação de pedófilos, que, em primeira instância, havia sido dissolvido no ano passado, considerando que esta não seria “uma ameaça para a desintegração da sociedade”.

De acordo com o jornal ABC de Madri, a associação Martijn, que defende o sexo consensual entre crianças e adultos, poderá continuar suas funções, uma vez que o Tribunal de apelação de Arnhem, Leeuwarden, salientou que “o trabalho da associação é contrário à ordem pública, mas não há uma ameaça de desintegração da sociedade”.

Apelando para a “liberdade de expressão”, o Presidente da Associação Martijn Uittenbogaard, apelou a decisão de um tribunal em Assen, que ordenou a dissolução do grupo de pedófilos em junho de 2012.

Fundada em 1982, a associação Martijn, cuja sede era no distrito judicial de Arnhem, Leeuwarden, diz que ele é a favor da aceitação do sexo consentido entre adultos e crianças, mas indica que eles são contra qualquer tipo de abuso sexual.

O recurso levantado contra a associação afirmava que os antecedentes criminais de alguns membros do abuso sexual poderiam estar relacionados com a associação, mas que eles nunca haviam cometido um crime tipificado como pedofilia.

“O texto e imagens publicadas no site de Martijn são legais e nunca estimularam adultos a terem relações sexuais com crianças”, acrescenta o Tribunal que proferiu a controvertida decisão.

O Tribunal porém assinalou que a associação é contrária a certos princípios da lei dos Países Baixos, porque “banaliza os perigos do contato sexual com crianças e fala bem destes contatos”.

Por sua parte, o Presidente da associação, através de sua conta no Twitter, escreveu que “ainda existem sábios juízes, felizmente”.

No dia 21 de novembro de 2011, o Tribunal de Leeuwarden rejeitou abrir um processo contra a associação. No entanto, o ex-presidente do mesma entidade, Ad van den Berg, foi condenado em 18 de outubro de 2011 na cidade de Haarlem a três anos de prisão, por posse de fotografias, filmes e revistas de pornografia infantil.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Festa da Padroeira - Capela Imaculado Coração de Maria


A falsidade do "casamento" gay

"Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas." (Bento XVI)


Depois de longos meses de discussões e intensos debates públicos, a Assembleia Nacional da França - espécie de Câmara dos Deputados - aprovou por 331 votos a favor e 225 contra a lei que reconhece as uniões homossexuais como família e o direito à adoção por esses pares. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 23/04, sob forte pressão contrária dos franceses. Embora a ideologia gay veja o fato como uma vitória, na verdade, ele constitui uma derrota tanto para os homossexuais, quanto para a França, outrora "filha mais velha da Igreja".

Nesta polêmica sobre as uniões homossexuais, é recorrente a acusação de que aqueles que se posicionam contrários a essas propostas sejam motivados por preconceito ou fundamentalismo religioso. Acusação nada mais falaciosa, pois a verdade fundamental de que o matrimônio seja algo genuinamente formado por um homem e uma mulher não é, nem nunca foi, de ordem religiosa, mas natural. Por isso não é justa a argumentação laicista que pretende excluir os católicos dessa discussão, pois ela fere diretamente o ordenamento jurídico da sociedade e sua moral.

Quando a Igreja se posiciona nestes temas relacionados à moralidade - leia-se aborto, uso de células-tronco embrionárias, camisinha, etc. - ela não o faz por dogmatismos, mas por fidelidade à racionalidade. Assim recordava o Santo Padre Bento XVI no seu discurso ao Parlamento Alemão: "o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito".

A equiparação das relações homossexuais ao matrimônio nasce justamente de uma frágil compreensão a respeito da pessoa humana. Entende-se "pessoa" como apenas o aspecto consciente e volitivo do eu. Neste sentido, o corpo seria um mero instrumento e não parte constitutiva da pessoa humana. Com efeito, quando se aceita essa proposição dualista do ser humano, abre-se espaço para qualquer tipo de relação, pois a unidade pessoal não seria mais através dos corpos, ao contrário, as pessoas se uniriam emocionalmente. Ora, salta aos olhos o absurdo desse raciocínio.


Contra essas proposições, o professor de jurisprudência da Universidade de Princeton, Robert P. George, recorda o direito matrimonial histórico e aquilo que Isaiah Berlin (1909-1997) chamou de tradição central do pensamento ocidental. Segundo o professor, "longe de ser um mero instrumento da pessoa, o corpo é intrinsecamente parte da realidade pessoal do ser humano". Dessa maneira, George conclui que "a união corporal é, pois, união pessoal, e a união pessoal integral - a união conjugal - está fundada na união corporal".

O que Robert P. George defende pode ser claramente encontrado na Teologia do Corpo do Bem-aventurado João Paulo II, ou seja, a unidade pessoal do homem e da mulher que decorre do ato sexual. Quando ambos se unem formam um único organismo. Isso só é possível graças à natureza sexual do homem e da mulher. Mesmo que o casal seja estéril, a sua relação forma um único organismo, pois seus órgãos estão naturalmente ordenados para essa união. E aqui, a crítica da ideologia gay cai por terra, já que nenhum de seus órgãos são capazes de se unirem de fato num único organismo, como acontece na união sexual entre heterossexuais.

Ainda sobre o raciocínio de Robert P. George, vale a pena citar este parágrafo de um artigo seu publicado na Revista Communio:

"O que é singular acerca do casamento é o fato de se ver verdadeiramente uma partilha integral de vida, uma partilha fundada na união corporal tornada singularmente possível pela complementaridade sexual de homem e mulher - uma complementaridade que torna possível a dois seres humanos tornarem-se, na linguagem bíblica, uma só carne - e que, portanto, torna possível a esta união de uma só carne ser o fundamento de um relacionamento no qual é inteligível a duas pessoas se ligarem uma a outra em votos de permanência, monogamia e fidelidade".

Fica claro, assim, que de forma alguma a Igreja está privando os homossexuais de um direito civil ou marginalizando-os, como alguns mal intencionados querem sugerir. Muito pelo contrário, a Igreja apenas questiona as expressões de "amor" que não estão fundamentadas na verdade acerca do ser humano e as ideologias interessadas em solapar a família, privando-a de sua identidade. Aprovar as uniões homossexuais é dar carta branca para todo tipo de união que, a pretexto de um sentimentalismo duvidoso, queira exigir do Estado direitos e subsídios que, a priori, deveriam pertencer somente à família.

Apesar dessa lamentável decisão dos políticos franceses, a Igreja continuará a defender a dignidade da família e os seus direitos. A Igreja continuará firme na defesa do sagrado matrimônio, pois crê na verdade fundamental e tantas vezes lembrada pelo Papa Emérito Bento XVI de que "nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas."

quinta-feira, 25 de abril de 2013

X Jornada Vocacional acontece neste domingo no Colégio Dom Bosco


Neste domingo, dia 28, a partir das 08h30, será realizada, no colégio Dom Bosco, a 10ª edição da Jornada Vocacional, com o tema: “Uma Juventude de Fé”.

Promovido pelo Setor de Animação Vocacional da Arquidiocese de Brasília (SAV), o encontro é uma oportunidade para os participantes descobrirem e trabalharem a sua vocação através de palestras vocacionais, que ocorrerá na Praça Vocacional, e a apresentação das congregações e comunidades religiosas que estarão no local.

Acontecerá, ainda neste dia, a Jornadinha para crianças; pregações com o Ministério Shalom; apresentações teatrais; shows musicais com as bandas Maranatha e Alis, Santa Missa - presidida pelo Arcebispo Dom Sergio da Rocha; e a realização da etapa final do XIX Festival de Música.

Em preparação ao encontro, a organização pede que toda a comunidade católica reze o terço esta semana em intenção ao evento, para que, “os religiosos e as religiosas tenham toda a mais força e coragem de testemunhar o Reino de DEUS”.

Venha participar! Sua presença é indispensável!
A entrada é franca!

Oração pelas Vocações Religiosas

Jesus, Mestre divino, que chamaste os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias e pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muito de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas, dai força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade.
Amém!

Programação:

08h45 às 13h30 – Jornadinha
09h30 – Santa Missa – presidida por Dom Sergio da Rocha
11h – Intervalo para palestras
12h – Almoço
13h45 – Banda Alis
15h – Apresentação Shalom
16h15 – Sorteio da Rifa
16h30 – Show com Missionário Shalom
17h50 – Bênção do Santíssimo e Encerramento da Jornada


Informações:
Local: Colégio Dom Bosco
Endereço: 702, W3 sul, Brasília – DF – ao lado do Santuário Dom Bosco
Telefone: (61) 3248 4177 / 3366 9904 / 9141 2989 / 9563 6368
E-mail: festivalvocacionalsmab@gmail.com

Por Gislene Ribeiro

terça-feira, 23 de abril de 2013

Carta aos Consagrados - 2013: "A causa da nossa alegria!"

O "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem" permaneceu praticamente desconhecido do grande público católico até o ano de 2012, quando foi celebrado os 300 anos de sua publicação e houve um grande esforço de divulgação dessa valiosa obra de São Luís Maria Grignion de Montfort. O resultado foi um número elevado de consagrações por todo o Brasil.

Porém, a divulgação do Tratado foi apenas o primeiro passo. Aumentando o número de consagrados, aumentará também o interesse das pessoas acerca da Consagração e de tudo que a envolve. Caberá aos consagrados estarem preparados para responder às perguntas que, com a graça de Deus, virão. Sejamos, portanto, os Apóstolos da Consagração!

Em Fátima, Maria Santíssima nos disse: "Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração." E prometeu: "Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará". Este triunfo é identificado por São Luís como o Reino de Maria nos corações (TVD, n. 37-38), e por meio Dela, o Reino Eucarístico de Jesus Cristo (TVD, n. 1) e a ação abundante dos dons do Espírito Santo nas almas ("TVD, n. 217). Que venha o Triunfo!

No dia 11 de fevereiro de 2013, pouco antes da publicação desta carta, fomos surpreendidos pela notícia de que o Santo Padre Bento XVI apresentara a sua declaração de renúncia. Somos gratos pelo bem que Bento XVI fez à Santa Igreja e pelo legado deixado ao seu Sucessor. Como consagrados à Virgem Maria, busquemos, como Bento XVI nos deu o exemplo, sermos verdadeiros adoradores de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Própria Hóstia Consagrada, tratando o Corpo de Deus com toda adoração, amor, zelo e reverência. Busquemos também crescer no amor à Santa Igreja, sobretudo amando, conhecendo, estudando e propagando também o Catecismo da Igreja Católica, de maneira especial neste Ano da Fé, como o próprio Bento XVI tanto nos exortou.

Em 2013, teremos a nossa IV Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria. É o ano também em que o Brasil receberá o Papa na "Jornada Mundial da Juventude", no Rio de Janeiro. Por isso, nossos olhares se voltam com mais intensidade para os jovens, a exemplo do Beato João Paulo II, o qual esperamos ansiosamente que seja canonizado. É ele o Papa de Maria, Consagrado pelo método de São Luís sob o lema "Totus Tuus". Com esse ardor pela salvação das almas, nada mais natural que tenha inspirado a JMJ, levando ao mundo a Cruz e o Ícone da Virgem Maria.

Como João Paulo II, vamos nos entregar especialmente pela santificação dos jovens, divulgando entre eles esta Consagração, empenhando-nos ao máximo para que se consagrem. Que tenhamos todo amor, paciência, santidade e criatividade para isso.

O Santo Padre Bento XVI, em sua mensagem dirigida à Jornada Mundial da Juventude de 2012, disse que "Maria (…) é chamada «causa da nossa alegria» porque nos deu Jesus. Ela introduzir-vos-á naquela alegria que ninguém vos poderá tirar!". Rezemos para que, de fato, a Virgem Maria seja a causa da alegria da Juventude Católica no Brasil, também pela vivência da Consagração Total a Ela!

Peçamos a Deus também que a Consagração, enquanto meio para renovação e vivência plena do nosso Batismo (TVD, n. 126-130), possa suscitar santas e numerosas vocações ao sacerdócio, à vida consagrada, à vida missionária e famílias santas que possam gerar filhos santos para Deus! É a Virgem Maria Quem gera o Cristo em nós (TVD, n. 30-35), e por isso Ela é também a Mãe das Vocações.

Algumas questões práticas:

DATA DE CONCLUSÃO DA IV CAMPANHA NACIONAL: A data da conclusão da IV Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria já está marcada: 08 de dezembro de 2013, Solenidade da Imaculada Conceição. Como será em um Domingo, facilitará para que, conforme a possibilidade e conveniência de cada local, realizemos encontros de dois dias (07 e 08 de Dezembro).

CONSAGRA-TE: Para que as Consagrações se propaguem, é importante realizarmos em cada cidade, um encontro com o nome de "Consagra-te", no qual deve ser apresentada a proposta da Consagração Total pelo método de São Luís. A partir desse encontro devem ser formados grupos de preparação. Se a data escolhida para a Consagração for o dia 08 de dezembro, sugerimos que o "Consagra-te" ocorra até o mês de setembro, no máximo. Deve haver um tempo razoável para que as pessoas possam ler e estudar o "Tratado...", bem como para fazer as orações preparatórias.

MEMÓRIA DE SÃO LUÍS MONTFORT: Celebramos solenemente a memória de São Luís Maria Grignion de Montfort no dia 28 de Abril. É importante que os consagrados se lembrem dessa data em suas paróquias, comunidades e grupos. Ela é uma excelente maneira de propagar a Consagração Total.

SÚPLICA PARA O ANO MARIANO EM 2016-2017 e DOUTORIZAÇÃO DE SÃO LUÍS: Em 2017 será celebrado o centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima e a preparação já começou. Da mesma forma, em 2016, serão celebrados os trezentos anos da morte de São Luís Maria. Portanto, supliquemos a Deus e ao Papa a graça de um Ano Mariano em 2016-2017, bem como a elevação São Luís Maria Grignion de Montfort ao caráter de Doutor da Igreja.

IMPORTANTE: Convocamos todos os Consagrados, dos vários grupos, movimentos e comunidades, para se unirem em oração conosco nestes empreendimentos, a oferecerem jejum e penitência a Deus por meio da Santíssima Virgem em vista que os Seus Planos se realizem, e para tomarem as devidas iniciativas para que estes eventos aconteçam em suas cidades.

Estas são as aspirações dos representantes da Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria, reunidos no Encontro Nacional de Lideranças Católicas e Pró-Vida, realizado nos dias 11, 12 e 13 de janeiro de 2013, na cidade de Luziânia-GO.

Quem nos separará do amor de Cristo?




No contexto da polêmica que surgiu depois de seu discurso do Bom Pastor, o evangelista São João mostra com clareza o relacionamento de Jesus com suas ovelhas.

Ouvir com docilidade a voz do Pastor é garantia de uma proteção que vem do alto.

Se olhamos sem fé para os acontecimento de nossa vida e da história da Igreja, vemos que estamos atravessando o “vale tenebroso”(cf. Sal 23, 4).

Mas aquele que tem fé ouve a voz do Pastor que “dá a vida pelas ovelhas”. E é o amor do Crucificado que cura nossa cegueira. Num olhar superficial o rebanho de Cristo é continuamente tratado como “ovelhas de corte” (cf. Rom 8, 36). Mas no olhar iluminado pela Cruz do Bom Pastor, “somos mais do que vencedores” (ὑπερνικῶμεν – Rom 8, 37), pois nada nos separará do seu amor, nada nos arrancará de sua mão.

Salmos, 23
1. O Senhor é o meu pastor. Nada me falta. 2. Em verdes pastagens me faz repousar; para fontes tranquilas me conduz, 3. e restaura minhas forças. Ele me guia por bons caminhos, por causa do seu nome. 4. Embora eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei, pois junto a mim estás; teu bastão e teu cajado me deixam tranquilo. 5. Diante de mim preparas a mesa, à frente dos meus opressores; unges minha cabeça com óleo, e minha taça transborda. 6. Sim, felicidade e amor me acompanham todos os dias da minha vida. Minha morada é a casa do Senhor, por dias sem fim.

Romanos 8
35. Quem nos poderá separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? 36. Como diz a Escritura: "Por tua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro." 37. Mas, em todas essas coisas somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou. 38. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes. 39. nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A destruição da infância

Como a educação sexual é um meio para perverter o ensino na escolas do país

Imagine que você tenha uma filha pré-adolescente e precise matriculá-la na escola para iniciar os estudos do Ensino Fundamental. Agora imagine que a professora de sua filha precise dar aulas de Educação Sexual e, para isso, conte com o auxílio de uma cartilha do governo com imagens de pessoas fazendo sexo. Não bastasse isso, imagine também a mesma professora incentivando danças nas quais sua filha tenha de simular relações sexuais com um menino. Ficou espantado? Justo! Mas, apesar das cenas acimas parecerem irreais, na prática, já se tornaram parte do currículo escolar de uma porção de alunos Brasil afora.

A Educação Sexual para jovens, ao contrário do que se costuma dizer no círculo das classes falantes, não é um método para discutir tabus, sequer informar a juventude sobre riscos de DSTs ou gravidezes indesejadas. O foco principal desse trabalho é estimular um novo padrão de comportamento baseado no perfil desejado por ONGs e fundações internacionais. O Conselho de Informação e Educação Sexual dos Estados Unidos (Siecus), grande colaborador no que tange à produção de material para esses assuntos, faz uma clara apologia em seu site de práticas como "masturbação", "aborto" e "materiais pornográficos". Coisas do gênero são vistas como direitos sexuais.

Por outro lado, a mesma instituição defende o fim do financiamento do Estado para programas que promovam a abstinência e a castidade por, segundo eles, não produzirem um resultado efetivo, satisfatório. O que é uma mentira deslavada! Para pôr fim ao embuste, basta pegar as declarações do diretor do Projeto de Pesquisa e Prevenção da Aids da Escola de Saúde Pública de Harvard, Edward Green, para constatar o quão a Igreja estava e está certa no debate sobre o uso da camisinha. Ou então observar a queda do número de soropositivos na Uganda, após o governo adotar uma política de incentivo à castidade e à fidelidade conjugal.

Ao contrário do que dizem os promotores desse tipo de educação, o ensinamento da Igreja quanto à sexualidade não está radicado em "crenças religiosas ultrapassadas", mas na própria razão humana. Uma árvore é reconhecida pelos seus frutos e os frutos da educação sexual são jovens iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. De acordo com uma pesquisa do próprio IBGE, 30% dos adolescentes de 15 anos já tiveram sua primeira relação. Número assustador e que revela o quão perniciosa é a famigerada educação sexual.

A família é a primeira escola de valores da criança e é por isso que o Magistério da Igreja insiste tanto no assunto. A aprovação do divórcio, os métodos contraceptivos e os novos padrões de família inocularam no pensamento das pessoas a ideia de que o casamento seja uma instituição falida. Um mero arranjo contratual no qual as partes contratantes prestam serviços sexuais uns aos outros até um deles enjoar. Isso representa uma verdadeira prostituição do matrimônio. É dessa mentalidade maluca que se abre espaço para uma educação cada vez mais apelativa e promotora de comportamentos sexuais absurdos.

É de responsabilidade dos pais educarem seus filhos e promoverem uma reta compreensão da dignidade humana. Não é à toa que São Pio X afirmou que os familiares que descuidam de tal obrigação são "culpados diante de Deus". Jesus advertiu categoricamente para o zelo com as crianças. Escandalizá-las é um crime terrível que clama aos céu, e ai daquele que o fizer, "mais lhe valeria que encaixasse no pescoço uma pedra de moinho e se jogasse ao mar" (Mc 9, 47-48).

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Catolicismo latino-americano enfrenta avanço dos evangélicos

A eleição de um Papa procedente de um continente onde vivem 40% dos católicos do mundo se insere também na tentativa da Igreja Católica de deter o rápido avanço dos protestantes evangélicos nos países em desenvolvimento, não só na América Latina, como também na África e na Ásia. Com 565 milhões de fiéis - 107 milhões deles na América Latina e no Caribe - os evangélicos já são mais de um cristão em cada quatro no mundo, segundo estatísticas indicadas por Sébastien Fath, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS).

Um número em constante ascensão e que inclui os 200 milhões de pentecostais ou "Born again", corrente surgida no começo do século XX nos Estados Unidos, que se baseia na ação e nos dons do Espírito Santo, como as profecias, as curas milagrosas e a libertação dos demônios; defende o encontro pessoal com Jesus e a conversão, alimentados em grandes cultos de tom apaixonado. Ao fato destas igrejas atraírem facilmente populações com frequência pobres soma-se a sensação de que a Igreja Católica dá a impressão de estar distanciada da população.

O clero católico, extremamente hierarquizado, vê surgir ainda algumas igrejas pentecostais surgirem de forma espontânea, com fiéis que se declaram pastores. "A Igreja Católica (com 1,2 bilhão de fiéis no mundo) encontrou concorrência com estes movimentos, que abocanharam parte de seus fiéis a partir dos anos 1980, em particular na África e na América Latina", afirma David Behar, do Polo Religiões do Ministério francês das Relações Exteriores.

"Na Guatemala, mais da metade da população, que era 95% católica, se converteu ao Neopentecostalismo. No México, o sentimento de que o clero está muito ligado ao poder político contribuiu para que os fiéis fossem para uma igreja mais independente. No Brasil, um quarto da população" mudou de religião, assegurou.

Proselitismo

Segundo o especialista, foi só no final de 2009, durante o sínodo de bispos da África, no Vaticano, que alguns bispos puderam expor o problema trazido por estas igrejas, por causa principalmente do "proselitismo agressivo" de alguns de seus pastores. Diante dos desvios de algumas igrejas pentecostais, o Conselho Nacional de Evangélicos da França (CNEF) publicou recentemente um livro sobre "a teologia da prosperidade", que faz uma severa advertência aos pastores autoproclamados que prometem saúde e riqueza material em troca de dinheiro.

Para a Igreja Católica, o rápido avanço dos pentecostais foi uma oportunidade para fazer uma autocrítica de sua ação pastoral e tentar modernizar seus métodos. Já no Concílio Vaticano II (1962-1965), a abertura para o mundo das novas comunidades marcadas pela renovação carismática e pela crença na influência do Espírito Santo, aparecia como uma resposta às igrejas pentecostais. O bispo francês Jacques Benoist-Gonnin, encarregado das seitas e das novas crenças, considera com bons olhos um novo enfoque do ser humano em sua dimensão "holística": "não só um corpo separado da psiquê, de sua espiritualidade, de sua dimensão transcendental, mas o ser humano em sua totalidade".

Uma concepção que alguns extrapolam através de práticas psico-espirituais que são em absoluto aprovadas de forma unânime pelo episcopado. O acesso de Francisco ao papado confortará o catolicismo dos fiéis de seu continente, mas provavelmente não representará uma oposição no plano social e doutrinário aos valores conservadores defendidos pelos evangélicos. (AFP)

EJOC recebe inscrições neste sábado no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O EJOC convida jovens de 17 a 24 anos para fazer o XVLIII encontro, que será realizado no dia 25 e 26 de maio. A inscrição ocorrerá no sábado dia 06/04/2013 às 18h, no centro catequético do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que fica em Taguatinga Centro. Serão 120 vagas divididas para homens e mulheres.

Os requisitos são:

1. Morar em Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Samambaia e Park Way (1 a 5). Se até a data do encontro o inscrito mudar para fora de alguma dessas áreas, não poderá participar do encontro;

2. Levar documento de identificação, comprovante de residência e o valor de R$ 40,00;

3. Não serão aceitas procurações. O jovem deve comparecer pessoalmente no ato da inscrição;

4. Não serão aceitas listas feitas por qualquer pessoa que seja;

5. Não será aceito, de nenhuma forma, que se guarde lugar na fila para outras pessoas, sobe pena de não poder realizar a inscrição.

A organização pede para que evitem chegar antes das 14h.


Venha viver essa experiência com Deus!



SAIBA MAIS:

O QUE É O EJOC?

O EJOC (Encontro de Jovens com Cristo) é um movimento católico tradicional em Taguatinga que vem produzindo cada vez mais frutos de fé, alegria e esperança e animando a juventude cristã.

HISTÓRICO DO EJOC

O EJOC foi fundado pelo Padre Antônio Bernardo e por oito casais participantes do Encontro de Casais com Cristo (ECC) da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. “Inspirados no movimento jovem “Segue-me”, tradicional em Brasília, e incentivados pelo padre Antônio Bernardo, começamos a nos reunir em 1979 para estudar e montar a estrutura do Encontro de Jovens com Cristo”, explica Regina. Após o estágio preparatório, o primeiro EJOC (retiro espiritual de dois dias) pôde ser finalmente realizado em abril de 1980, tendo como principal objetivo engajar os filhos de encontreiros do ECC nos trabalhos da Igreja.

ATIVIDADES DO EJOC NO SANTUÁRIO

Os jovens e casais encontreiros têm trabalhado não só nos dois dias do encontro, mas também vêm se dedicando a outras atividades promovidas pelo Santuário e pela Arquidiocese de Brasília. Na Paróquia, participam de espiritualizações, ajudam na liturgia da missa das 20 horas aos domingos, auxiliam em eventos missionários, religiosos e em campanhas sociais.

O EJOC realiza reuniões e dias de formação espiritual, tardes de louvor e adoração a Deus, vigílias, promove campanhas de arrecadação de alimentos e brinquedos, visita a creches e asilos e agora conta com um grupo de canto, o Coral do EJOC.

“A comunidade Ejoquiana é muito numerosa e não há a possibilidade de convidarmos todos os encontreiros para trabalhar nas equipes do Encontro. Por isso, é interessante que os Ejoquianos procurem se engajar em outros grupos e projetos do EJOC e das demais pastorais”, afirma Guto (ex-integrante do grupo dirigente). “Temos a intenção de formar ainda um grupo de teatro e de vigília e de incentivar todos os ejoquianos que porventura não tiverem feito a Primeira Comunhão e o Crisma a vivenciar esses sacramentos. Queremos diversificar e explorar ao máximo os dons e serviços missionários na Igreja. Afinal, os jovens – em harmonia com casais, crianças e idosos – precisam crescer espiritualmente e demonstrar, por meio de obras concretas e testemunhos, a sua parcela de compromisso cristão e de responsabilidade”.

Por Patrícia Quinderé

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O canto da paz é litúrgico?

Como deve ser expressada a Paz de Cristo dentro da celebração eucarística? É lícito fazer desse momento uma festa, deslocando-se dentro da Igreja para desejá-la àqueles que estão mais distantes? Esse ato é litúrgico, ou seja, é previsto dentro do Missal?


quinta-feira, 28 de março de 2013

Milhares de franceses protestam contra "casamento" gay

As ruas de Paris voltaram a ser palco de uma mobilização contrária à política socialista do presidente François Hollande, que pretende legitimar o "casamento" gay na França até junho deste ano. Cerca de 1,4 milhão de pessoas (algumas informações defendem 300 mil) marcharam à frente da Torre Eiffel para dizer um forte "não" à equiparação dos relacionamentos homossexuais à família natural. Em meio a um público de diferentes idades e credos, a ocasião foi também uma oportunidade para unir católicos, protestantes e até muçulmanos em torno da defesa da família. E, para desespero dos militantes esquerdistas, a manifestação que aconteceu no último domingo, 24/03, contou com o apoio de vários homossexuais, sobretudo dos membros da Homovox, a maior associação homossexual do país.

Essa é a terceira vez em que os franceses saem às ruas para repudiar o projeto da Ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira, que busca a regularização da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Em janeiro de 2013, a marcha teve o apoio de centenas de associações e grupos de diferentes credos que marcaram presença durante o ato para exigir do presidente François Hollande um referendo sobre o assunto. Embora a maioria dos franceses apoiem a proposta, a porcentagem dos que são contrários vêm crescendo dia após dia, em grande parte, devido a esses protestos. Foram as maiores manifestações públicas do país desde que a população resolveu protestar contra a reforma educacional em 1984.

As lideranças gays, numa tentativa fracassada de fazer oposição às marchas em defesa da família, também se organizaram em manifestações. No entanto, apesar de todo o aparato da mídia progressista e do lobby de outras organizações, o número de participantes ficou muito aquém daquele presente nas manifestações rivais. Uma derrota vergonhosa para a ideologia de gênero e seus promotores. Quem achava que a família natural poderia ser subvertida mediante uma simples canetada do presidente percebeu que estava errado. Fator que só tende a reforçar o incisivo ensinamento da Igreja de que, nas palavras do Cardeal Joseph Ratzinger, "[n]enhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente".

Se por um lado o governo já declarou que não tem a intenção de voltar atrás no projeto, por outro, a situação é uma ótima oportunidade para os franceses perceberem a farsa do discurso socialista e o pouco caso dessa ideologia em relação aos termos democráticos. Não importa que a lei natural diga que dois homens não são capazes de gerar um filho, não importa que a população se mostre contrária à proposta. A única coisa que importa para políticos dessa estirpe é fazer prevalecer seus ideais delirantes e imorais. Nem que para isso eles tenham que perseguir, condenar ou fazer uso das famosas guilhotinas de Robespierre e Napoleão. A criação de um "Observatório Nacional da Laicidade" para combater o que eles chamam de "patologia religiosa" já é um primeiro passo nesta direção.

Uma coisa é certa, a histórica manifestação dos franceses não deixará indiferente a consciência da população, muito menos a de seus governantes. Prova disso vê-se na preocupação dos socialistas em relação à crescente atuação da Igreja no espaço do debate público. Mesmo que a absurda lei do "casamento" gay venha a ser aprovada, o presidente François Hollande não ficará imune à reprovação do país, algo que poderá se refletir nas próximas eleições. Há um despertar da fé no povo francês, isso é notório. E esse despertar é o que ajudará os franceses a perceberem que, no debate acerca da união entre pessoas do mesmo sexo, o que se está em jogo não são apenas convicções religiosas, como alguns querem fazer crer, mas a própria natureza e identidade do ser humano.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Francisco, o Papa que veio do Sul

Com a escolha do argentino Jorge Mario Bergoglio para o cargo de líder da Igreja Católica, como Papa Francisco, a Igreja Católica entra numa fase de sua história, marcada por uma intenção missionária e pela reafirmação do caminho já trilhado por João Paulo II e Bento XVI.

- Jesuíta no Vaticano
A escolha de um jesuíta simboliza uma opção pelo caráter missionário da Igreja. Se você pensa em Bento XVI, com a escolha do nome Bento, mostrava seu desejo de trabalhar na reconstrução das bases do catolicismo, estando centrado na Europa e com foco na relação entre fé e cultura.

Escolher um papa jesuíta, e argentino, é o paradigma do processo de evangelização do novo mundo. A Companhia de Jesus construiu o catolicismo na América Latina com seu trabalho missionário. A escolha desse Papa tem um cunho simbólico de uma Igreja que agora vai para o mundo com um grande apelo missionário.

- O nome Francisco
A escolha do nome pode ter relação com dois grandes santos da Igreja: São Francisco de Assis, considerado o santo dos pobres, e São Francisco Xavier, um grande missionário que evangelizou o oriente.. Bergolio, no conjunto de seu episcopado na Argentina, foi um cardeal reconhecido por ter um grande trabalho social junto às favelas de Buenos Aires. É um papa com trabalho social, apontando para valorização da ação social da Igreja.

- A idade
Significa claramente que os cardeais gostaram da experiência de ter um Papa mais idoso à frente da Igreja (Bento XVI foi eleito com 78 anos em 2005). Isso sinaliza um papado curto. No entanto, não significa que é um Papa de transição. Temos que acabar com essa ideia de Papas de transição. Ele pode ter um pontificado curto, mas com uma missão específica, dando continuidade aos trabalhos daqueles que o precederam e abrindo caminho aos pontífices que vão sucedê-lo.

- Atenção à América Latina
Apesar da Igreja sempre ter sido uma organização internacional aberta para todo o mundo, a escolha de um líder vindo da América Latina mostra que ela entra definitivamente no contexto da sociedade globalizada. Isto é, onde os líderes podem estar em qualquer lugar, inclusive nos países considerados de 3º mundo.

Fonte: g1.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

FRANCISCO I é o novo papa da Igreja Católica


O Cardeal Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, é o novo Papa.

Ele escolheu o nome Francisco I.

É o Papa de número 266 da Igreja Católica.

Os 115 Cardeais anunciaram a escolha do novo Pontífice nesta tarde às 15h05, horário do Brasil, com a fumaça branca que saiu da chaminé da Capela Sistina no Vaticano.

O cardeal francês, protodiácono, Jean-Louis Tauran surgiu à janela da Basílica de São Pedro, às 16h10, horário do Brasil, para anunciar o nome do sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado no último dia 11 de fevereiro.

O anúncio foi feito em latim, traduzido em português:

‘Anuncio-vos uma grande alegria, temos Papa: o Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal da Santa Igreja Romana Jorge Mario Bergoglio, que escolheu o nome Francisco I.

O Papa concedeu a bênção apostólica ‘Urbi et Orbi’; seu primeiro ato público como Papa.

A decisão foi tomada depois de cinco votações realizadas pelos cardeais, uma ontem à tarde e outras quatro efetuadas hoje (duas de manhã e mais duas nesta tarde).


CONHEÇA O PAPA FRANCISCO I


O Cardeal Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, no dia 17 de dezembro de 1936, tem 76 anos.

É o primeiro papa latino-americano, sacerdote da Companhia de Jesus, conhecido como Jesuítas e arcebispo de Buenos Aires, na Argentina desde 1998.

Foi criado cardeal no Consistório de 2001 e foi eleito Papa no segundo Conclave do qual participou.

Estudou e se diplomou como técnico químico. Ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus. Em 1960, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, em San Miguel. De 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel. Foi ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano.

Foi ordenado bispo no dia 27 de junho de 1992, pelas mãos de Antonio Quarracino, Dom Mario José Serra e Dom Eduardo Vicente Mirás.

Foi criado cardeal no consistório de 21 de fevereiro de 2001, presidido por João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Bellarmino.

Na Santa Sé, é membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família e da Pontifícia Comissão para a América Latina.

Fumaça branca: novo Papa é escolhido

Na 5ª votação do conclave, fumaça branca saiu da chaminé do Vaticano


segunda-feira, 11 de março de 2013

Mulher, um ícone da graça

Uma das acusações preferidas dos detratores da Igreja reside na velha questão sobre a não admissão de mulheres ao sacerdócio. Não basta à mulher ser a escolhida para Mãe de Deus, não basta à mulher ser a primeira a anunciar a ressurreição de Cristo. Para eles, a humildade da Igreja de reconhecer a impossibilidade do sacerdócio feminino é autoritarismo e misoginia, enquanto que a arrogância da ideologia de gênero em modificar a própria natureza humana por claros fins ideológicos é vista como progresso e justiça. Não é preciso muito esforço para se perceber a falsidade ideológica desses discursos, mas, por outro lado, há ainda quem lhes dê atenção.

A lista dos postulantes da ordenação feminina é imensa. Versa desde os simples leigos aos teólogos, e, às vezes, até mesmo clérigos mais respeitados, sobretudo pela mídia liberal. Após a renúncia do papa, então, a balbúrdia em torno do assunto ganhou contornos há tempos não vistos. Tudo alavancado pela imprensa na ânsia de, possivelmente, arrancar do novo pontífice o indulto para suas pretensões. A coisa ficou ainda mais estapafúrdia depois de a polícia italiana - corretamente, vale frisar - ter detido uma "sacerdotisa" excomungada que protestava na Praça de São Pedro, nesta quinta-feira, 07/03, pelo "direito" das mulheres serem ordenadas.

Não é preciso dizer que a discussão sobre a ordenação de mulheres é um caso encerrado para a Igreja Católica. O Beato João Paulo II, durante uma das cerimônias mais solenes de seu pontificado, foi muito incisivo quando afirmou "que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja". As pessoas que ainda insistem em discutir essa questão não devem ser levadas a sério. Ainda mais quando se observa que esse clamores vêm precisamente de grupos que estão mais ligados a ideologias e partidarismos políticos que a própria fé cristã.

Mas, se ainda resta alguma dúvida quanto ao assunto, nada mais oportuno que recordar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem de João Paulo II sobre a dignidade e a posição da mulher dentro da Igreja. O beato lembra que um dos grandes escândalos de Jesus para os fariseus era, justamente, a sua forma de relacionar-se com as mulheres. "Ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher" (Jo 4, 27). Isso é o suficiente para fazer cair por terra a hipótese surreal de que Cristo não teria conferido a ordenação para as mulheres por ter se adaptado aos costumes da época. Não se adaptar aos costumes farisaicos foi justamente o que rendeu a Cristo a sua crucificação. Ora, se fosse do Seu intuito criar o sacerdócio feminino Ele o teria feito.

Um outro aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como alguns grupos feministas, os quais, se dizendo defensores dos direitos das mulheres pretendem ser os porta-vozes de todas. Será que as mulheres se vêem representadas por esses grupos? A resposta é não. Eles, de maneira alguma representam os anseios, a moralidade e os costumes da maioria das mulheres espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Seu modo de agir, sua forma de protestar também não. Ou alguém ousará dizer que uma mulher que sai à rua seminua com faixas escandalosas nas quais ela mesma se define como "vadia" está defendendo a dignidade feminina?

O feminismo extremista, radicado nos últimos anos nas despudoradas "Marchas das Vadias", não só deturpou a imagem da mulher, como também a do homem. O resultado disso pode ser visto em cenas degradantes como as ocorridas na Universidade de São Paulo recentemente, em que feministas e rapazes nus se enfrentavam por causa de uma festa para calouros. Através da ideologia de gênero, a dignidade de ambos os sexos é posta abaixo de qualquer padrão de decência, ao mesmo tempo em que relações sem vínculos definitivos, promiscuidade e orgias são elevadas ao grau das grandes virtudes, as quais todos devem almejar. Sem mencionar ainda as indefensáveis bandeiras pelas quais esses grupos lutam, como por exemplo, a legalização do aborto e o controle da natalidade.

A teologia católica, por outro lado, sempre viu na mulher o tesouro da pureza e da santidade, da qual podia-se haurir o genuíno significado da dignidade humana. Não é por menos que a Igreja durante séculos incentivou o uso do véu, pois os cristãos cobrem aquilo que é santo. Santa Joana D´Arc, Santa Gianna Beretta, Santa Catarina de Sena e Santa Terezinha do Menino Jesus são alguns modelos da coragem, piedade e docilidade feminina, virtudes tão belas e ao mesmo tempo, tão difíceis de se encontrar, sobretudo nos últimos decênios.

Soma-se a tudo isso, a figura da Virgem Santíssima, a reunião de todas as graças em uma só criatura. Ela que é o espelho da justiça e o refúgio dos pecadores. A mãe de misericórdia que tem os olhos voltados para todos, sem distinção. A ave estrela do mar, a porta do céu. Aquela que avança como aurora e que traz aos cegos a luz. Mãe e Virgem destemida. Bem-aventurada por todas as gerações. Quem ousará dizer que nela não habita a verdeira liberdade e dignidade da mulher? Quem poderá lhe imputar a chaga da opressão? Quem se atreverá a levantar contra ela os horrores de uma vida infeliz por sua dócil e, não menos corajosa, submissão à vontade do Pai? Quem dirá que ela é menor perante Deus por não trazer no corpo o manto negro de uma veste sacerdotal? Quem?

Que a exemplo de Maria, as mulheres e os homens se recordem da figura feminina como um ícone da graça e da beleza divina.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade

Sentado em uma simples cadeira de carvalho, São Pedro presidia as reuniões da primitiva Igreja. Ao longo dos séculos, essa preciosa relíquia foi crescendo em valor e significado.

Nenhum transeunte parecia dar qualquer atenção àquele judeu de aspecto grave que subia com passo firme uma rua do Monte Aventino, em Roma, no ano 54 da Era Cristã.

Entretanto, poucos séculos depois, de todas as partes do mundo acorreriam a essa cidade imperadores, reis, príncipes, potentados e, sobretudo, multidões incontáveis de fiéis para oscular os pés de uma imagem de bronze desse varão até então desconhecido e quase desprezado pela Roma pagã. Pois fora a ele que o próprio Deus dissera: “Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19).

Sim, era o Apóstolo Pedro que retornava à Capital do Império para ali estabelecer o governo supremo da Santa Igreja.

“Saudai Prisca e Áquila”

Provavelmente o acompanhavam alguns cristãos, entre os quais Áquila e sua esposa Prisca, batizados por ele poucos anos antes. Na Epístola aos Romanos, São Paulo faz a este casal a seguinte referência altamente elogiosa: “Saudai Prisca e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus; pela minha vida eles expuseram as suas cabeças. E isso lhes agradeço, não só eu, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a comunidade que se reúne em sua casa” (Rom 16,3-5).

Irrigada pelo sangue dos primeiros mártires, a evangelização deitava fundas raízes nas almas e se difundia rapidamente por todo o orbe. Mas não existiam ainda edifícios sagrados para a celebração do culto divino, de modo que esta se fazia em residências particulares.

Assim, Áquila e Prisca tiveram o privilégio incomparável de acolher em seu lar a comunidade cristã. Ali São Pedro pregava, instruía, celebrava a Eucaristia. Dessa modesta casa governava ele a Igreja, por toda parte florescente, apesar dos obstáculos levantados pelos inimigos da Luz.

Era uma cadeira simples, de carvalho

Tomada de enlevo e veneração pelo Príncipe dos Apóstolos, Prisca reservou para uso exclusivo dele a melhor cadeira da casa. Nela sentava-se o Santo para presidir as reuniões da comunidade.

Após a morte do Apóstolo, essa cadeira tornou-se objeto de especial veneração dos cristãos, como preciosa evocação do seu ensinamento. Passaram logo a denominá-la de “cátedra”, termo grego que designa a cadeira alta dos professores, símbolo do magistério.

Era primitivamente uma peça bem simples, de carvalho. No correr do tempo, algumas partes deterioradas foram restauradas ou reforçadas com madeira de acácia. Por fim, foi ornada com alto-relevos de marfim, representando diferentes temas profanos.

Um altar-relicário

Há testemunhos e documentos suficientes para acompanhar sua história desde fins do século II até nossos dias.

Tertuliano e São Cipriano atestam que em seu tempo (fim do séc. II e início do séc. III) essa cátedra era conservada em Roma como símbolo da Primazia dos Bispos da urbe imperial.

Por volta do século IV, colocada no batistério da Basílica de São Pedro, era exposta à veneração dos fiéis nos dias 18 de janeiro e 22 de fevereiro. Durante toda a Idade Média ela foi conservada na Basílica do Vaticano, sendo usada para a entronização do Soberano Pontífice.

Em 1657 o Papa Alexandre VII encomendou ao escultor e arquiteto Bernini um monumento para exaltar tão preciosa relíquia. Empenhando todo o seu gênio, construiu ele o magnífico Altar da Cátedra de São Pedro, considerado por muitos sua obra-prima.

Nesse altar cheio de simbolismo, o mármore da Aquitânia e o jaspe da Sicília, sobre os quais se apóia o monumento, representam a solidez e a nobreza dos fundamentos da Igreja. As quatro gigantescas estátuas que sustentam a cátedra – representando Santo Ambrósio, Santo Agostinho, Santo Atanásio e São João Crisóstomo, Padres da Igreja Latina e da Grega – recordam a universalidade da Igreja e a coerência entre o ensinamento dos teólogos e a doutrina dos Apóstolos.No centro do altar foi colocada em 1666 a cátedra de bronze dourado dentro da qual se encerra, como num relicário, a bimilenar cadeira de São Pedro.

Símbolo da Infalibilidade papal

Nos documentos eclesiásticos, a expressão Cátedra de Pedro tem o mesmo significado de Trono de São Pedro, Sólio Pontifício, Sede Apostólica. Num sentido figurativo, equiparase ela a Papado e até mesmo a Igreja Católica.

Afirmaram os Padres do IV Concílio de Constantinopla (ano 859): “A Religião católica sempre se conservou inviolável na Sé Apostólica (…) Nós esperamos conseguir manter-nos unidos a esta Sé Apostólica sobre a qual repousa a verdadeira e perfeita solidez da Religião cristã”.

Nessa mesma época o Papa São Nicolau I pôde com inteira razão sustentar que “nos concílios não se reconheceu como válido e com força de lei senão aquilo que foi ratificado pela Sede de São Pedro, não tendo sido tomado em consideração aquilo que ela recusou”.

Em uma de suas cartas, São Bernardo usa a expressão “Santa Sé Apostólica” para se referir à pessoa do Papa e afirma que a infalibilidade é privilégio “da Sé Apostólica”.

Após a solene definição do dogma da Infalibilidade papal no Concílio Vaticano I, todos os católicos, eclesiásticos ou leigos, são unânimes em proclamar que o Papa é e sempre será isento de erro em matéria de fé e de moral, de acordo com as palavras de Jesus ao Príncipe dos Apóstolos: “Eu roguei por ti a fim de que não desfaleças; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos” (Lc 22,32).

A Cátedra de Pedro é, o mais eloqüente símbolo dessa Infalibilidade, do Papado, da pessoa do Papa e da própria Santa Igreja de Cristo. Mais ainda, pois na Exortação Apostólica Pastores Gregis, Sua Santidade João Paulo II afirma que nela se encontra “o princípio perpétuo e visível, bem como o fundamento da unidade da fé e da comunhão”.

Por este motivo, para ela se volta nossa entusiástica admiração de modo especial no dia de sua Festa litúrgica, 22 de fevereiro.

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2005, No. 38, págs. 32 e 33.